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Como funciona a indústria de iatismo e joalheria italiana? Imersão para estudantes

escrito por
Natasha Machado
24/2/2026
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5 min
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A Itália é um dos poucos países do mundo onde luxo e indústria se encontram no mesmo endereço. As empresas que lideram o mercado global de iates e joias de alto padrão não estão na Ásia nem nos Estados Unidos: elas estão no norte italiano, onde artesanato, engenharia e posicionamento de marca operam como uma só disciplina.

Para estudantes do ensino médio com interesse em gestão, marketing ou empreendedorismo, entender como essas indústrias funcionam vai muito além de admirar produtos caros. É entender decisões de posicionamento, estratégia de distribuição global, construção de herança de marca e o modelo de excelência que fez o "Made in Italy" virar referência em praticamente todos os mercados de alto valor do mundo.

O que é a indústria de iatismo italiana e por que ela importa para negócios?

O iatismo italiano não é uma indústria pequena. O país é o maior exportador de iates de luxo do mundo, com marcas como Ferretti, Azimut Benetti, Sanlorenzo e, entre os mais icônicos, a Riva Yachts, que produz embarcações desde 1842.

O que diferencia esse setor não é apenas a qualidade dos materiais ou a precisão da engenharia. É a forma como essas empresas conseguem cobrar prêmios absurdos por produtos que qualquer concorrente tecnicamente poderia construir. Essa resposta está em gestão de marca, experiência do cliente, narrativa histórica e consistência de posicionamento ao longo de gerações.

Estudar esse modelo é aprender sobre valor percebido, diferenciação competitiva e estratégia de produto em um ambiente que não permite erro. Uma embarcação Riva custa o equivalente a um apartamento em Milão, e o cliente paga por isso sem hesitar. Entender por quê é uma aula de business que nenhum livro-texto consegue reproduzir.

Se você quer entender melhor como o ambiente educacional italiano funciona como contexto para esse aprendizado, o artigo Como é o ensino médio na Itália? traz uma visão clara sobre o sistema e a cultura acadêmica do país.

Como funciona o mercado de joalheria de luxo na Itália?

A joalheria italiana de alto padrão opera em um universo próprio. Marcas como Bulgari, Damiani, Vhernier e Roberto Coin não vendem apenas peças: vendem identidade, herança e o acesso simbólico a um estilo de vida específico. Esse é o mesmo princípio que move a indústria de iatismo, mas em outro formato de produto.

O que une os dois setores é a lógica do luxo como estratégia: preço alto não é uma consequência do custo de produção. É uma decisão de posicionamento. E essa decisão passa por escolhas de distribuição extremamente controladas, campanhas de comunicação que valorizam escassez, e parcerias com outros universos de prestígio, como moda, automobilismo e hospitalidade de alto nível.

Para um estudante que estuda gestão ou marketing, acompanhar como uma joalheria global define onde vai abrir loja, quem vai representar a marca, em qual evento vai aparecer e qual história vai contar é estudar estratégia empresarial em estado puro.

Por que uma visita técnica vale mais do que uma aula sobre esses setores?

Existe uma diferença fundamental entre estudar sobre uma indústria e entrar nela. Quando um estudante visita a linha de produção da Riva Yachts, ele não está apenas vendo barcos sendo construídos. Ele está observando como artesanato e escala coexistem, como engenharia e estética se negociam, e como cada detalhe de produto carrega uma decisão de marca.

Quando ele senta na mesma mesa que um ex-Presidente da Bulgari para a América do Norte e ouve sobre o processo de expansão da marca nos Estados Unidos, ele está aprendendo sobre internacionalização com quem fez isso acontecer. Esse tipo de acesso não existe em sala de aula. Ele exige um programa que tenha construído as relações certas.

É exatamente esse modelo que o Italian Business Excellence Management (IBEM), sediado em Milão, oferece para estudantes de 15 a 18 anos durante o verão de 2026. As visitas técnicas à Riva Yachts e à Panerai fazem parte do curso prático do programa, chamado de Practice & Industry Deep Dive, que complementa 30 horas de teoria com outras 30 horas de laboratórios e imersões em empresas reais.

O que os estudantes fazem durante a visita à Riva Yachts?

A visita à Riva Yachts vai além de um tour pelo espaço de fabricação. Os estudantes têm contato direto com os processos de manufatura de ultra luxo, explorando como a empresa equilibra artesanato manual com eficiência produtiva para entregar embarcações que custam milhões de euros.

Os temas trabalhados durante essa imersão incluem:

  • Posicionamento de produto no segmento premium e ultra premium
  • A relação entre qualidade de materiais e percepção de marca
  • Estratégia de precificação em mercados de alta demanda e oferta controlada
  • Como uma empresa italiana compete globalmente sem perder identidade de origem

A Riva não é apenas uma fabricante de iates. Ela é um estudo de caso sobre como herança e inovação coexistem em um produto físico. Isso é gestão de marcas aplicada em sua forma mais concreta.

O que os estudantes aprendem com a visita à Panerai?

A Panerai é uma das marcas mais respeitadas na relojoaria de luxo mundial. Com origem em Florença e herança ligada à Marinha italiana, a empresa combina precisão técnica com uma narrativa histórica muito bem construída.

Durante a imersão no IBEM, os estudantes exploram:

  • Como uma empresa de nicho constrói reconhecimento global
  • A lógica por trás do desenvolvimento de coleções limitadas
  • Estratégias de distribuição que preservam exclusividade
  • O papel do storytelling na valorização de um produto de luxo

Entender a Panerai é entender que o produto mais caro não é necessariamente o melhor tecnicamente, mas aquele que melhor conta sua própria história. Para qualquer estudante que queira trabalhar com marketing, branding ou gestão de produto, essa visita é uma referência prática insubstituível.

Quem são os professores que conduzem esse conteúdo no IBEM?

O professor responsável pelo módulo de iatismo é Corrado Del Fanti, professor adjunto da Università Cattolica del Sacro Cuore e da LUISS University, além de docente da Il Sole 24 Ore Business School. Ele tem histórico de atuação em marketing de luxo nas indústrias automobilística, naval e de moda, com passagens por marcas como Ferretti Yachts e Azimut Benetti.

O módulo de joias e relojoaria conta com a visão de Alberto Festa, Diretor Comercial de Relógios e Joias da Dolce & Gabbana e professor adjunto da LUISS University desde 2008. Sua trajetória inclui a Presidência da Bulgari para a América do Norte e a Diretoria Geral da Loro Piana para EMEA, ambas sob o grupo LVMH.

Ter acesso a esses profissionais em um programa voltado para estudantes do ensino médio é, por si só, um diferencial que poucos programas no mundo conseguem oferecer.

Esse tipo de programa faz sentido para quem ainda não sabe o que quer fazer?

Sim, e talvez seja aí que ele seja mais útil. A dúvida sobre carreira é comum nessa fase, e o contato direto com diferentes indústrias em ambiente real funciona como um filtro muito eficiente. Você pode achar que quer trabalhar com luxo e descobrir que prefere tecnologia. Pode entrar sem interesse em iatismo e sair fascinado pelo modelo de negócios do setor.

O que o IBEM garante é que essa descoberta aconteça com qualidade, dentro de um ambiente estruturado, com mentores reais e empresas que representam o melhor do que a Itália tem a oferecer.

Para jovens que ainda estão avaliando entre diferentes formatos de experiência internacional, o artigo Intercâmbio para adolescentes: High School é sempre a melhor opção? ajuda a entender qual caminho faz mais sentido para cada perfil e objetivo.

Outra referência interessante é o Programa de Carreira para Jovens: Future Female Leaders, que mostra como programas internacionais focados em carreira trabalham desenvolvimento de liderança com estudantes do ensino médio.

Milão como laboratório: o que a cidade ensina além da sala de aula?

Milão não é apenas a sede do programa. Ela é parte do conteúdo. A cidade concentra a Bolsa de Valores italiana, multinacionais de todos os setores, o maior polo de design do mundo e uma densidade de marcas de luxo que nenhum outro centro urbano consegue igualar.

Caminhar por Milão com os olhos abertos para gestão é perceber decisões de vitrine, escolhas de localização de loja, estratégias de presença urbana de marca. O norte da Itália, que o programa também explora em excursões, é o epicentro industrial do país, com distritos produtivos que fabricam desde tecidos de alta costura até componentes aeronáuticos.

Para entender melhor o contexto cultural e histórico dos destinos italianos que formam o pano de fundo dessa imersão, o artigo 3 destinos fascinantes para estudar italiano na Itália traz uma perspectiva complementar sobre o país.

Como o IBEM se conecta a uma carreira de longo prazo em luxury management?

O luxury management é uma das áreas mais disputadas no mercado global. Cursos de graduação e pós-graduação especializados existem nas melhores universidades europeias, com processos seletivos que buscam candidatos com visão de mercado, experiência prática e portfólio de networking.

Participar de um programa como o IBEM ainda no ensino médio cria um diferencial concreto nesse processo: o estudante chega à entrevista de admissão universitária com experiência real em uma das indústrias que quer estudar. Isso não é teoria. É credencial.

Para entender como essa construção de carreira funciona na prática, o artigo Como potencializar sua carreira em negócios? traz orientações objetivas sobre como estudantes podem se posicionar para o mercado desde cedo.

FAQ: imersão nas indústrias de iatismo e joalheria italiana para estudantes

1. É preciso ter interesse específico em luxo para aproveitar o programa IBEM? Não. O luxo é o contexto, mas o conteúdo é gestão, estratégia e liderança. Estudantes com interesse em marketing, administração, empreendedorismo ou finanças têm tanto a ganhar quanto quem já tem afinidade com o setor de luxo.

2. As visitas à Riva Yachts e à Panerai são abertas a qualquer público? Não. Elas fazem parte da estrutura exclusiva do IBEM, que negocia acesso corporativo para seus participantes. Esse tipo de entrada não está disponível para turistas ou para o público geral.

3. Qual é o nível de inglês necessário para participar do programa? O IBEM exige nível B1. As aulas e visitas técnicas são conduzidas em inglês, o que também contribui para o desenvolvimento do idioma durante a imersão.

4. O que os estudantes produzem ao final do programa? Ao final do IBEM, cada grupo apresenta um projeto baseado em um desafio real de negócios. Essa entrega é parte da avaliação e coloca em prática tudo o que foi absorvido durante as duas semanas.

5. O programa IBEM tem algum desconto para inscrições antecipadas? Sim. Existe um desconto de 10% para inscrições realizadas até 28 de fevereiro de 2026. O benefício é exclusivo para o programa de business e não se aplica a outros cursos da Sportech Academy.

Be Easy

A Be Easy orienta estudantes de todo o mundo na escolha de programas internacionais alinhados ao seu perfil, objetivos acadêmicos e momento de carreira, cuidando de cada detalhe do processo de inscrição com suporte completo antes, durante e após a experiência. Se o IBEM em Milão desperta o seu interesse ou se você quer explorar outras opções para o ensino médio no exterior, entre em contato conosco e nossa equipe ajuda você a encontrar o programa certo.

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Natasha Machado
Founder e CEO, Be Easy