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Como a Oxford Brookes Racing prepara estudantes do ensino médio para F1

written by
Natasha Machado
16/5/2026
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5 min
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A Oxford Brookes Racing (OBR) é a equipe Formula Student da Oxford Brookes University, fundada em 1999 e considerada a mais bem-sucedida do Reino Unido nessa competição. A equipe não é um clube recreativo: é onde alunos assumem papéis de engenharia real com responsabilidades que ficam registradas no currículo.

Este artigo detalha como a OBR funciona, o que acontece com seus ex-membros e por que isso muda a lógica de quem planeja construir uma carreira em motorsport engineering a partir de Oxford.

O que é a Formula Student e por que ela importa para a F1?

A Formula Student é uma competição internacional para universitários, realizada anualmente em Silverstone, no Motorsport Valley britânico. Times de mais de 20 países projetam, constroem e correm com carros de fórmula de corrida.

As equipes são avaliadas em dois eixos:

  • Eventos estáticos: design, análise de custo, plano de negócios
  • Eventos dinâmicos: aceleração, skid pad, endurance

O que separa a Formula Student de projetos de laboratório convencionais: o estudante defende suas escolhas técnicas perante uma banca de engenheiros profissionais convidados pelas organizadoras. A decisão errada afeta o desempenho real do carro na pista.

Como a Oxford Brookes Racing está estruturada?

A OBR replica o modelo de equipes profissionais de motorsport. Cada membro assume uma área com reporting para um lead técnico.

As áreas de trabalho dentro da equipe:

  • Fluid Dynamics (aerodinâmica, CFD, túnel de vento)
  • Composites (estrutura de fibra de carbono)
  • Vehicle Dynamics e Suspension (dinâmica veicular, setup)
  • Powertrain (motor, transmissão, gestão de energia)
  • Electrical Integration e Hardware Electronics
  • Systems e Testing (validação, protocolo de testes)
  • Vehicle Controls e Software (controle eletrônico, autonomia)
  • Statics (custo, business plan, análise de design)

A OBR mantém também a OBR Autonomous, equipe do carro driverless. Em 2025, a equipe elétrica terminou em 3.º lugar entre 59 times em Silverstone. A equipe autônoma ficou em 2.º lugar entre 26 competidores internacionais. Em 2024, a OBR terminou 3.º no geral, conquistando 8 troféus.

Quem participou da OBR e chegou à F1?

Os resultados em competição são um indicador. O que mais pesa nos portfólios são os destinos reais dos ex-membros:

  • Garrett Perry, Composites Lead na OBR: Design Engineer Graduate na Jaguar TCS Racing (Formula E/F1).
  • Ben Jude, Driver Environment Lead na OBR: Mechanical Engineering Graduate na Mercedes AMG High Performance Powertrains.
  • Tiger Lee, Fluid Dynamics Lead na OBR: Associate Aerodynamics Design Engineer na McLaren Formula 1 Team.
  • Sara de la Vega, VD e Suspension Co-Lead na OBR: Mechanical Design Engineer Graduate na Andretti.

Quatro papéis diferentes dentro da OBR, quatro destinos distintos no topo do automobilismo. A Oxford Brookes afirma que pelo menos um graduado da universidade está presente em cada equipe ativa da Formula 1.

O caminho para trabalhar na Formula 1 costuma passar por exposição prática precoce, e a OBR é uma das estruturas mais concretas disponíveis dentro de uma universidade.

Quem pode participar da OBR?

A equipe é aberta a todos os alunos matriculados, independentemente do curso. Não é exigida experiência prévia em motorsport.

Como funciona o acesso:

  1. Ingressar durante a Freshers' Week (momento recomendado) ou ao longo do ano
  2. Participar das "Learning Sessions" oferecidas pela OBR para novos membros
  3. Assumir uma área técnica ou de suporte conforme perfil e interesse

Funções como marketing, eventos e statics (business plan, análise de custo) são ocupadas por alunos de áreas diversas. As funções técnicas no carro são mais frequentadas por estudantes de engenharia, mas o critério de entrada é a disposição para aprender.

Como a OBR se relaciona com o currículo de engenharia?

A participação na OBR não é separada da grade: ela é parte da trajetória para o título de Chartered Engineer (CEng).

Os cursos de Motorsport Engineering e Mechanical Engineering são acreditados pelo IMechE e pelo IET, organismos que reconhecem o trabalho na OBR no processo de certificação para Chartered Engineer. A grade cobre dois momentos:

  • Anos iniciais: dinâmica, materiais, eletrônica, fluidos e termodinâmica
  • Anos finais: dinâmica veicular, aerodinâmica, simulação de tempo de volta, aquisição de dados

Dois indicadores de mercado valem destaque:

  • Em 2024, foram confirmadas 62 posições de placement em um único ciclo, um recorde para a universidade. Dois alunos chegaram à Aston Martin F1 durante o estágio.
  • O salário médio inicial para graduados de Engenharia, Computação e Matemática de Oxford Brookes é de £30.000, segundo o HESA.

O intercâmbio de engenharia no Reino Unido mostra por que o Motorsport Valley não tem equivalente em nenhum outro país.

Perguntas frequentes sobre Oxford Brookes Racing e carreira na F1

A Oxford Brookes Racing aceita estudantes de qualquer curso?

Sim. A OBR é aberta a todos os matriculados na universidade. O critério de entrada é disposição para aprender, não o curso de origem. Funções técnicas no carro são mais frequentes para alunos de engenharia; funções de suporte estão abertas a qualquer área.

O que é o "Autonomous team" da OBR?

A OBR Autonomous desenvolve o carro driverless da equipe para a categoria de veículos autônomos da Formula Student. Em 2025, ficou em 2.º lugar entre 26 equipes internacionais em Silverstone. O time trabalha com sistemas de percepção, controle e planejamento de trajetória.

Qual a diferença entre BEng e MEng para quem quer chegar à F1?

O BEng tem 3 anos e satisfaz parcialmente os requisitos para Chartered Engineer. O MEng tem 4 anos e cobre todos os requisitos para CEng. Posições técnicas seniores em equipes de F1 costumam exigir o MEng ou uma pós-graduação adicional, como o MSc Racing Engine Systems.

Quais são os requisitos de inglês para estudantes internacionais?

Todos os cursos de engenharia exigem IELTS 6.0 geral, com 6.0 em reading e writing. O MSc exige 6.0 em todas as quatro habilidades. Quem ainda não tem esse score pode ingressar pelo Engineering Foundation (1 ano), que aceita IELTS 6.0 geral e 5.5 em listening e speaking, com progressão garantida para o BEng ou MEng.

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Natasha Machado
Founder e CEO, Be Easy